quinta-feira, 2 de junho de 2011

Toyostismo


 TOYOTISMO

    Após o desenvolvimento do Fordismo nos Estados Unidos, na primeira metade do século XX, o Japão se encontrou em um cenário totalmente desfavorável. O Fordismo tinha como característica principal a produção em massa, sendo necessários enormes investimentos e uma grande quantidade de mão-de-obra.                                                        
      Elaborado por Taiichi Ohno, o toyotismo surgiu nas fábricas da montadora de automóvel Toyota, após a Segunda Guerra Mundial. O toyotismo tinha como elemento principal, a flexibilização da produção. Ao contrário do modelo fordista, que produzia muito e estocava essa produção, no toyotismo só se produzia o necessário, chamada de “produção enxuta” reduzindo ao máximo os estoques. Essa flexibilização tinha como objetivo a produção de um bem exatamente no momento em que ele fosse demandado, no chamado Just in Time (Just in time -na hora certa – sem espaço para armazenar matéria-prima e mesmo a produção, criou-se um sistema para detectar a demanda e produzir os bens, que só são produzidos após a venda). Dessa forma, ao trabalhar com pequenos lotes, pretende-se que a qualidade dos produtos seja a máxima possível. Essa é outra característica do modelo japonês: a Qualidade Total.
O modelo de produção ‘’enxuta’’ foi planejado por:
•    Automatização;
•    Just-in-time;
•    Trabalho em equipe;
•    Administração por estresse;
•    Flexibilização da mão-de-obra;
•    Gestão participativa;
•    Controle de qualidade;
•    Subcontratação.
As ferramentas e as técnicas utilizadas são:
Jidoka
Fornecer às máquinas e aos operadores a habilidade de detectar quando uma condição anormal ocorreu e interromper imediatamente o trabalho. Isso possibilita que as operações construam a qualidade do produto em cada etapa do processo e separa os homens das máquinas para um trabalho mais eficiente. O Jidoka é um dos dois pilares do Sistema de Produção Toyota, junto com o Just-in-Time.


Kaizen
Melhoria contínua de um fluxo completo de valor ou de um processo individual, a fim de se agregar mais valor com menos desperdício. Há dois níveis de kaizen:
1º Kaizen de sistema ou de fluxo, que enfoca no fluxo total de valor. Dirigido ao gerenciamento.
2º. Kaizen de processo, que enfoca em processos individuais. Dirigido as equipes de trabalho e líderes de equipe.


Heijunka
Sequenciamento e alisamento da produção, amortecer as irregularidades da procura comercial produzindo por pequenos lotes vários modelos diferentes na mesma linha.



Os princípios do Modelo Toyota:


                                               Princípios básicos do STP
                Alguns princípios básicos sobre os quais o Sistema Toyota de Produção foi erigido e apresentam a filosofia, metodologia e sua perspectiva:
            - O Princípio do Não-Custo: O primeiro conceito desenvolvido como base para o gerenciamento da produção é o princípio do da minimização dos custos. Ele vê a origem dos lucros de uma perspective totalmente diferente: ao invés de aderir a formula fácil: Custo + Lucro = Preço de Venda. Os produtores devem deixar que o Mercado determine o preço, empregando a formula: Preço – Custo = Lucro. Com esta abordagem, a única maneira de aumentar os lucros dá-se através da redução dos custos. Para reduzir os custos, o único método é a eliminação total das perdas.
            -Estoque Zero: a Pedra Fundamental da Eliminação da Perda. Por muito tempo, o estoque foi considerado um mal necessário, não tendo sido dado a ele a necessária atenção por parte da gerência de produção. O questionamento do por que ele era necessário revelou que manter estoque era, na verdade, um tremendo desperdício.
            -O Pensamento Enxuto: Antídoto ao Desperdício. O pensamento enxuto é uma forma de especificar valor, alinhar a melhor seqüência as ações que criam valor, realizar estas atividades sem interrupção toda vez que alguém as solicita e realizá-las de forma cada vez mais eficaz.
            -Redução dos Tempos de Troca de Ferramentas e Matrizes. A alta diversidade e o baixo volume (lotes pequenos) são inerentes à produção contra pedido. Tempos de troca reduzidos são um pré-requisito indispensável para este tipo de produção.Essa
            -A Eliminação das Quebras e Defeitos. A instabilidade da produção (criada por quebras e defeitos) gera a necessidade de estoque. Em um sistema de estoque zero, portanto, é de absoluta prioridade a eliminação desses fatores. Uma política firme de interromper uma linha com máquina, sempre que surja uma situação anormal deve ser adotada.

Conclusão:
Apesar de originado na indústria, mais especificamente, no gerenciamento da manufatura, a aplicação dos fundamentos do STP se estende a outros tipos de negócios, principalmente na gestão de serviços. Enumerem-se:
•        Distribuição de materiais, como medicamentos e materiais de consumo;
•        Gestão de recursos de transporte;
•        Gestão ambiental;
•        Desenvolvimento de novos produtos.

E podemos concluir que:
Hoje a Toyota é a 3º maior fabricante de automóveis do mundo, ficando atrás apenas da GM e da Ford, com vendas globais de mais de seis milhões de carros por ano em 170 países.

   

sábado, 21 de maio de 2011

Cibernética

Outra contribuição importante para o enfoque sistêmico foi feita por Norbert Wiener, que desenvolveu o conceito de cibernética, que é definida como ideia principal o autocontrole do desempenho, visando o alcance de um objetivo. De acordo com Wierner, o comportamento autocontrolado, tendo em vista um objetivo, é um comportamento cibernético. Wiener não estava preocupado com as organizações, mas com o desenvolvimento de mísseis autocontrolados, que deram origem aos mísseis inteligentes.

Sistemas


A teoria geral dos sistemas afirma que se devem estudar os sistemas globalmente, envolvendo todas as interdependências de suas partes. Por exemplo, ‘‘a água é diferente do hidrogênio e do oxigênio que a constitui?’’
Os sistemas apresentam características próprias. O sistema é um conjunto de elementos interligados para formar um todo e não é encontrado em nenhum dos elementos isolados.
Na definição de Bertalanffy o sistema é um conjunto de unidades reciprocamente relacionadas, que decorrem os conceitos de propósitos (ou objetivo) e de globalismo (ou tonalidade).
Existem quatro tipos de sistemas:
  • Físicos ou concretos: quando compostos de equipamento, de maquinaria e de objetos e coisas reais
    (equipamento, objetos, hardware);
  • Abstratos ou conceituais: quando compostos por conceitos, planos, hipóteses e idéias que muitas
    vezes só existem no pensamento das pessoas (conceitos, planos, idéias, software).
Na realidade, há uma complementaridade entre sistemas físicos e abstratos: os sistemas físicos precisam de um sistema abstrato para funcionar, e os sistemas abstratos somente se realizam quando aplicados a algum sistema físico.
  • Quanto a sua natureza:
    • Fechados: não apresentam intercâmbio com o meio ambiente que os circunda, sendo assim não recebem
      nenhuma influencia do ambiente e por outro lado não influenciam. Não recebem nenhum recurso externo
      e nada produzem que seja enviado para fora.
      Ex: A matemática é um sistema fechado, pois não sofrerá nenhuma influência do meio
      ambiente, sempre 1+1 será 2.
    • Abertos: são os sistemas que apresentam relações de intercâmbio com o ambiente, por meio de
      entradas e saídas.

Teoria dos Sistemas

A teoria Geral do Sistema surgiu com os trabalhos do biólogo alemão Ludwing Von Bertalanffy, no final dos anos 30. Essa teoria nos proporciona uma visão sistêmica das organizações, introduzindo seus conceitos e suas aplicações, com ela conseguimos definir o sistema aberto e seu intercambio com o ambiente.
Segundo Bertalanffy, a teoria dos sistemas não busca solucionar problemas, ou tentar soluções praticas, mas sim produzir teorias em formulações conceituais para aplicações na realidade.




Referência:
CHIAVENATO, Idalberto. introdução à teoria geral da administração, Rio de Janeiro, Elsevier, 2004.